20 de agosto de 2015

Ao som de Emicida.


     Qual a lógica da vida em grupo? Ultimamente tenho me perguntado muito de como é esse lance de viver em grupo, a vida é só um detalhe, é tudo, é nada, é um jogo que mata. Quando dizemos a alguém que estamos apaixonados por exemplo, qual a lógica de dizer se parece que depois isso é motivo para usurpar a outra pessoa. Vida, morte, números, parece que cada um tem a sua coroa de espinhos, o que é seu em terra de ninguém – a vida é só um detalhe. Eu não consigo entender as pessoas que se acham superiores, parece que a gente pressente que o outro irá morrer. Temos que ir pra casa, manter o coração forte, abre a porta, o tombo, parece que algo morreu. Só sentimos falta do que morreu, daquilo que não foi vivido, sentindo a saudade, os olhos marejados lá de longe... Como pode alguém morrer no mesmo dia que nasceu.

19 de junho de 2015

Instagram

Não é tu quem escolhe o trabalho, é o trabalho quem te escolhe. A vibe perfeita pra um começo, o profissional exemplar, nada escapou, nem um detalhe, mesmo eu falando: Rafa, tá doendo um pouquinho. Não foram uma ou duas horas, foram seis horas de um realismo perfeito. Seis horas tatuando, as vezes o pulso doía, mas o nervosismo em ver o produto final era maior, as vezes ele percebia na minha cara que estava doendo um pouco, mas ambos sabiam que seria um puta trampo, muito recompensador, e gratificante para ambos, pago pau mesmo, quando o profissional é foda e faz um bom trabalho pago pau. Só tenho a agradecer a esse grande amigo, que topa uns trampos locos comigo, um puta profissional, e um baita amigo, aquele que faz o estúdio parecer a tua casa, lugar aconchegante que te faz ter vontade de voltar sempre. O primeiro realismo dele, e foi comigo, na hora não agradeci o suficiente, mas saiba fera, tu tá de parabéns, por mais esse trampo foda, isso só mostra o profissional exemplar que tu é. Quando me perguntarem com quem foi que tatuei, vou ter orgulho em dizer que foi contigo. Puro Sangue Tatto é realmente uma família!!!

[...] I knew I hadn't met my match

But every moment we could snatch
I don't know why i got so attached [...]



18 de junho de 2015

Mário de Andrade - Gay ou não?!

‘Não adiantava nada pra mim porque em toda vida tem duas vidas, 
a social e a particular, na particular isso só interessa a mim’
- Mário de Andrade
Em carta a Manuel Bandeira.


Assim começa um trecho da tão famosa carta, fechada a sete chaves de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, onde a suposta Homossexualidade de Mário foi colocada em questão, carta essa revelada em fragmentos que hoje mostra muito mais que isso, mostra o trecho que tinha sido "escondido" por várias questões até hoje - só quero ressaltar aqui a minha paixão incondicional por ele, esse cara é um dos mais fodas na minha opinião, segue trecho:


Mário “inventou” o intelectual hiperativo. Foi poeta, romancista, cronista, crítico de arte, musicólogo, etnógrafo, fotógrafo, professor, colecionador de arte. Esquece de citar o contista e orientador cultural de uma geração.


"Mas em que podia ajuntar em grandeza ou milhoria para nós ambos, para você, ou para mim, comentarmos e eu elucidar você sobre minha tão falada (pelos outros) homossexualidade. Em nada. Valia de alguma coisa eu mostrar um muito de exagero que há nessas contínuas conversas sociais não adiantava nada pra você que não é indivíduo de intrigas sociais.

Pra você me defender dos outros, não adiantava nada pra mim, porque em toda a vida tem duas vidas, a social e a particular, na particular isso só me interessa a mim e na social você não conseguia evitar a socialisão absolutamente desprezível de uma verdade inicial.

Quanto a mim pessoalmente, num caso tão decisivo para a minha vida particular como isso é, creio que você está seguro que um indivíduo estudioso e observador como eu, ha-de estar bem inteirado do assunto, ha-de tê-lo bem catalogado e especificado. Ha-de ter tudo normalisado em si, si é que posso me servir de "normalisar" neste caso. Tanto mais Manu, que o ridículo dos socializadores da minha vida particular é enorme. Note as incongruências e contradições em que caem: o caso de "Maria" não é típico. Me dão todos os vícios que por ignorância ou interesse de intriga são por eles considerados ridículos e no entanto assim que fiz de uma realidade penosa a "Maria", não teve nenhum que caçoasse falando que aquilo era idealização para desencaminhar os que me acreditam nem sei o quê, mas todos falaram que era fulana de tal. Mas si agora toco neste assunto em que me porto com absoluta e elegante discrição social, tão absoluta que sou incapaz de convidar um companheiro daqui a sair sozinho comigo na rua (veja como tenho minha vida mais regulada que máquina de precisão) e se saio com alguém é porque esse alguém me convida. Si toco no assunto, é porque se poderia tirar dele um argumento para explicar minhas amizades platônicas, só minhas.

Ah, Manu, disso só eu mesmo posso falar. E me deixe que ao menos para você, com quem apesar das delicadezas da nossa amizade, sou de uma sinceridade absoluta, me deixe afirmar que não tenho nenhum sequestro não. Os sequestros num caso como este, onde o físico que é burro e nunca se esconde entra em linha de conta como argumento decisivo, os sequestros são impossíveis.
Eis aí os pensamentos jogados no papel sem conclusão nem consequência. faça deles o que quiser."


30 de maio de 2015

1ª Vez.

Quantas vezes tu já passou por algum lugar que te lembrou aquele primeiro namoradinho, ou aquele primeiro beijo, escondidos pois vocês são gays; o lugar do primeiro pedido de namoro, e o lugar onde se viram pela última vez. Esse último final de semana passei por onde aconteceu o meu primeiro pedido de namoro, na cidade dos meus pais mesmo, nas escadarias de uma das igrejas que tem lá, e de boa, parece que tudo aconteceu ontem, só estava passando em frente a igreja e ao mesmo tempo um filme passou pela minha cabeça, quando vi ele a primeira vez, ainda no hospital, quando nos vimos depois de dois anos na minha cidade, até o dia do tão sonhado e esperado beijo, o toque das mãos nervosas e frias. Foi tudo tão mágico, que acredito ser esse o motivo de eu não ter esquecido esse primeiro namorado.

Coincidência ou não, no domingo passamos em frente a casa que ele morava, juro que senti o cheiro do quarto, lembrei das lajotas cor de rosa e verde que tinham no banheiro do quarto dele, lembrei-me de coisas até então esquecidas, e isso me fez sentir algo bom, não sei ao certo definir, mas foi algo gostoso de se lembrar. O primeiro presente, a primeira noite, o primeiro dia dos namorados, a primeira festa que fomos (escondidos dos meus Pais, pois eu era menor de idade HAHAHAA), o desafio até ficarmos juntos, é, tenho história para contar.



Deu saudade, uma saudade boba daquela ingenuidade que eu tinha quando ainda novo, sobre relacionamentos, tudo era uma descoberta, sei lá, queria poder voltar no tempo só para curtir aqueles momentos, da forma que curti, sem mudar nada, do dia que nos conhecemos, até o dia em que deixamos de ser um, e nos tornamos dois. Senti saudade !!!

16 de abril de 2015

A despedida de Gisele Bündchen em vídeo! - Lilian Pacce

Você já conferiu as fotos incríveis da despedida de Gisele Bündchen, na Colcci, durante o SPFW! Em um desfile recheado de tops – Fernanda TavaresAna Claudia Michels, Carol RibeiroCarol Bittencourt e Luciana Curtis – o show começou antes do desfile começar, quando Tom Brady, o marido da über, apareceu na fila A. O desfile em si foi superemocionante e a gente registrou tudo em vídeo pra você – aperte o play!